Modelo está equipado com o
motor OM 926 de 7,2 litros e 326 cv
Com a filosofia criada pelo
marketing da marca “trucks you can trust” (caminhão em que você pode confiar) a
nova geração do Axor 1933 BlueTec 5, além de ganhar um motor moderno e estar
muito mais econômico, também recebeu uma modificação no visual que lhe deram
uma aparência mais robusta. Observe a nova grade frontal, com lâminas
encorpadas e a estrela de três pontas em destaque ao centro. O nome Axor saiu
da grade frontal e ficou destacado mais acima.
Os modelos que possuem motor
OM 926 LA, como o Axor 1933, avaliado nesta reportagem, também receberam novas
portas, com maçanetas que, por serem mais ergonômicas na abertura, prometem
maior durabilidade. O para-sol nas cabines com teto baixo também é novo, assim
como os retrovisores, que estão mais angulares. Por dentro o Axor recebeu novo
volante, mais ergonômico, e revestimento no teto e nas paredes, em tecido mais
claro para melhorar a sensação de espaço e conforto. O painel está mais escuro,
o tapete de borracha também é novo, assim como o tecido da cortina e da cama –
e ao olhar todo esse conjunto, logo nota-se um caminhão mais sóbrio. Os
assentos com um design inteiramente renovado são mais aconchegantes, pois a
ideia é melhorar o bem-estar do motorista durante as viagens.
Como se trata de um caminhão
com tecnologia inteiramente nova, o painel de instrumentos além de estar mais
organizado e harmônico, devido às linhas mais suaves, na prática oferece melhor
visualização para o motorista graças à grafia renovada. Outra importante
mudança feita pelos engenheiros da marca são as novas funções que auxiliam o
condutor a operar o veículo de modo mais econômico. A exemplo disso é que, a
partir de agora, o motorista consegue identificar o quanto o caminhão está consumido
instantaneamente em km/l. Outro auxílio é o Econômetro, ferramenta que indica a
faixa verde no conta-giros, equilibrando-a com a potência e a rotação do motor
para obter o melhor consumo de combustível.
Contudo, o Axor 1933, assim
como todos os 14 membros desta família, traz como maior atributo a tecnologia
BlueTec 5 – solução que chegou para atender a norma Proconve P7 (equivalente a
Euro 5, aplicada na Europa). A lei exige a redução de 80% nas emissões de MP
(material particulado) e de 60% nas emissões de NOx (óxidos de nitrogênio)
saídos dos escapamentos dos caminhões, em relação aos modelos Euro 3. E para
diminuir esse volume, a tecnologia BlueTec 5 exige a adição do Arla 32 (Agente
Redutor Líquido) no escapamento do veículo para pós-tratamento dos gases de
escape por redução catalítica seletiva, chamada SCR. Graças a esse processo, os
caminhões estão mais econômicos e silenciosos, sendo possível trabalhar com
bastante liberdade na otimização da combustão do motor, consequentemente
resultando em uma queima mais eficiente e na menor emissão de material
particulado e fumaça cinza – nocivos à saúde.
Indicado para atividades de
médias e longas distâncias, o 1933 atende a logística como milk run,
distribuição varejista, transporte de combustível, cegonha e frigorífica,
podendo ser atrelado a implementos com baú e semirreboques de três eixos – como
nesta aferição.
O modelo, disponível com
configuração 4x2, possui cabines simples, estendida e leito, com teto baixo ou
alto. E por ir bem nas movimentações intermunicipais, graças às suas dimensões
e à variedade de cabines disponíveis, o transportador pode escolher a
configuração que melhor se encaixa ao seu negócio. Um dado a se ressaltar sobre
o 1933 é que ele está mais forte. O torque antes era de 127 mkgf de 1 400 a 1
600 rpm, e agora aumentou para 132 mkgf de 1 200 rpm a 1 600. Isso garantiu um caminhão mais
econômico, possibilitando ao motorista trabalhar numa faixa mais ampla de
rotação.
O motor OM 926 de 7,2 litros
possui 326 cv, e graças à sua cilindrada está na medida quando o assunto é
otimização do consumo. Para se ter uma ideia, em comparação com o 1933 P5/Euro
3, aferido pela Transporte Mundial em fevereiro de 2007, o modelo atual
apresentou 9% a mais de economia no mesmo percurso. Lógico que outras variáveis
a favor ou contra podem ter influenciado nesse percentual, como o trânsito, por
exemplo. Mas vamos concordar que esta diferença é bastante significativa.
O motor trabalha em perfeita
harmonia com o câmbio MB G 211 de 16 marchas, graças às trocas precisas. Vale
lembrar que o Axor 1933 é o único da linha dos modelos rodoviários a ser
comercializado com o câmbio manual.
Mesmo sua tara maior em 270 kg
em relação à versão P5/Euro 3, em função das novas tecnologias aplicadas – a
BlueTec 5 com catalisador, os dois tanques de combustível que somados são 820
litros e o tanque de Arla de 95 litros –, o Axor está homologado para atuar com
46 000 kg, o maior PBTC (Peso Bruto
Total Combinado) se comparado aos seus concorrentes diretos, na faixa de 300
cv.
Na prática, isso traz
vantagens operacionais ao transportador, que pode trafegar com mais carga
líquida gastando menos óleo diesel.
Marcos Villela / Andrea Ramos