sexta-feira, 7 de março de 2014
Scania estabelece novo recorde de patentes
Em 2013 fabricante registrou mais de 700 novas invenções, um
aumento de 40% em relação ao ano anterior
Os sistemas eletrônicos e de
controle foram os principais incentivadores para a Scania aumentar em cerca de
40% o registro de patentes em 2013 quando comparado com 2012.
Os departamentos de controle
de desenvolvimento de sistemas de powertrain e do departamento de
desenvolvimento de tecnologia híbrida submeteram grande parcela das ideias, com
um número médio de cinco invenções por cada dez funcionários.
Consequentemente, um novo
recorde de 285 pedidos de patentes já foram solicitados só nesse início de ano.
"Estamos animados para ver novos níveis recordes ano após ano, diz Stina
Sjögren Paulsson, chefe do Departamento de Patentes da Scania. "Com todas
as invenções em nossa linha de produção, eu não ficaria surpreso se chegarmos a
um número ainda maior quando resumimos 2014".
Uma vez que cada pedido de
patente, muitas vezes desencadeia aplicações em vários países , a carteira
total de patentes da Scania tem crescido de forma consistente por vários anos.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com/
Iveco expõe caminhões vocacionados para agricultura na Expodireto Cotrijal
Não-me-toque, município a 300
quilômetros da capital gaúcha, Porto Alegre, sediará a 15ª edição da Expodireto
Cotrijal, feira agrícola internacional promovida anualmente pela Cooperativa
Agropecuária e Industrial, cuja sigla dá nome ao evento. Com duas de suas
empresas irmãs participando, a Iveco aproveitará a ocasião para expor seus
produtos e os diferenciais de cada um ao público presente entre os dias 10 e 14
de março. Os caminhões estarão expostos nos estandes da New Holland e Case IH,
marcas de máquinas agrícolas da CNH Industrial.
O estande da Case IH será
vitrine para um Tector 240E28, equipado com motor Euro 5 que desenvolve 280
cavalos de potência e 950 Nm de torque em uma faixa de 700 rpm. A transmissão é
a sincronizada Eaton FTS 16108LL de 10 marchas. Para o conforto do motorista, o
ar-condicionado é de série. Versátil, o modelo pode receber diversos tipos de implementos,
o que lhe permite ser usado tanto no asfalto quanto no campo.
A New Holland, por sua vez,
receberá dois representantes Iveco. O Vertis 90V18 HD, caminhão médio
reconhecido pelo mercado como o mais potente do segmento, com motorização Euro
5 de 177 cavalos de potência e torque de 570 Nm a 1.250 rpm. Mesmo entregando este
excepcional desempenho, o modelo é econômico: na comparação com a versão Euro 3
anterior, teve seu consumo de óleo diesel reduzido em 5,5%, em média. Frente a
concorrentes diretos, o percentual chegou aos 11% de economia. O chassi
reforçado confere ao modelo inúmeras possibilidades de aplicação, em particular
nas mais severas, sem comprometer o conforto, garantido pelo sistema de
suspensão da cabine, que conta com quatro pontos de fixação e amortecedores e
molas bastante robustos.
Dividindo as atenções no
estande, o Stralis Hi-Way 600S44 é destaque absoluto em sua categoria. Único
com 4 anos de garantia do segmento, traz motor de 13 litros que desenvolve 440
cavalos de potência e 2.100 Nm de torque, acoplado à caixa de câmbio ZF modelo
16AS2630 TO, de 16 velocidades. O modelo é 7,5% mais econômico em consumo de
combustível em relação à geração anterior, e seus custos de manutenção são até
5% menores do que a concorrência em três anos de uso.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com/
07/03/2014 06h07 - Atualizado em 07/03/2014 06h41 Falta de caminhões para transportar a soja prejudica a safra em MT
Grãos estão muito úmidos e o
tempo para secá-los aumentou.
Em efeito cascata, cresceu
também a fila para descarregar a produção.
Em Mato Grosso, o excesso de
chuva tem complicado a vida dos agricultores. Quando o tempo abre, falta
caminhão para transportar a soja até os armazéns.
Nuvens carregadas encobrem as
plantações. A ameaça de chuva é constante e pressiona o ritmo dos trabalhos no
campo.
Na fazenda da família Ferri,
em Campo Verde, os próprios donos comandam as colheitadeiras. Mais da metade
dos 1.140 hectares de soja ainda não foi colhida e a preocupação aumenta a cada
dia, conforme a produtividade da lavoura é prejudicada. "A gente está
vendo a safra se perder, uma safra de frustrações, de grandes expectativas,
todo mundo achava que seria uma supersafra", diz o agricultor Fernando
Ferri.
Um pouco mais de 60% da safra
de soja já foi colhida, em Mato Grosso. É preciso correr, só que nos últimos
dias tem faltado caminhão para transportar a soja recém-colhida. Como os grãos
estão saindo muito úmidos do campo, o tempo para secá-los nos armazéns chega a
ficar até três, quatro vezes maior e a fila de espera para descarregar a
produção também aumenta.
A demora tem efeito cascata.
Se o caminhão custa a voltar para a fazenda, as colheitadeiras têm que pisar no
freio.
Para não ter que interromper
os trabalhos, o jeito foi encontrar espaço para despejar os grãos na base do
improviso. Debaixo de uma lona estão guardadas hoje aproximadamente 1,5 mil
sacas de soja, o equivalente a 90 toneladas na fazenda dos Ferri. "Esse
aqui é o retrato do desespero, da falta de estrutura do produtor matogrossense.
A gente tem que se sujeitar a esta situação, que não é vantagem para
ninguém".
Fonte: Globo Rural
quinta-feira, 6 de março de 2014
Peterbilt e Cummins apresentam o caminhão mais econômico do mundo
As empresas norte-americanas
Peterbilt e Cummins (respectivamente, montadora e fabricante de motores)
desenvolveram o “SuperTruck”, o caminhão pesado mais econômico do mundo, capaz
de rodar 4,54 quilômetros com um litro de diesel. O veículo foi apresentado ao
presidente Barack Obama, é uma iniciativa para atender a política de redução do
consumo de combustível nos Estados Unidos.
Marca do Grupo Paccar (que
também detém a DAF), a Peterbilt teve o seu cavalo mecânico pesado 579
escolhido para os testes. O propulsor é um Cummins ISX 15. A marca de consumo
de 4,54 km/l foi alcançada durante testes em dezembro de 2013, entre as cidades
de Denton e Vernon, no Texas. O caminhão, lastreado com 29 toneladas, a uma
velocidade média de pouco mais de 100 km/h, percorreu cerca de 500 quilômetros,
exatamente a mesma distância que havia feito há dois anos (quando registrou a
média de 2,3 km/l).
O “SuperTruck” é fruto de
iniciativa público-privada para estimular a inovação na indústria
norte-americana de veículos comerciais, com apoio de agências do governo,
laboratórios e universidades, além do Departamento de Energia dos EUA (DOE). Em
quatro anos, foram investidos 38,8 milhões de dólares no programa, que deve
chegar ao fim em 2014.
Tudo começou em 2009 e, de
acordo com as empresas envolvidas, as melhorias realizadas no SuperTruck já
permitiram atingir ganhos de até 75% de economia de combustível, além de
reduzir em 43% as emissões de gases nocivos ao meio ambiente. Na prática, a
economia com combustível pode chegar ao valor de 27.000 dólares por ano.
Segundo a Cummins, o motor
ISX15 converte o calor do escape em potência entregue ao virabrequim. Além
disso, o sistema de trem de força é controlado eletronicamente para aumentar a
rentabilidade do uso do combustível. A Eaton, que também participou do projeto,
está desenvolvendo uma transmissão automatizada que aumentará a eficiência de
combustível em caminhões pesados.
Fonte: Brasil caminhoneiro
quarta-feira, 5 de março de 2014
Pecuaristas de MT têm dificuldade em transportar bovinos até frigoríficos
Criadores de Mato Grosso estão
encontrando dificuldade em locomover o rebanho bovino até os locais de abate.
Os caminhões que fazem o transporte deste tipo de carga estão ficando atolados
nas estradas e os prejuízos acabam afetando os dois lados da cadeia produtiva:
pecuaristas e frigoríficos. A precariedade das rodovias é agravada pela
ocorrência de chuvas em várias regiões do estado.
As dificuldades surgem no
momento em que a arroba do boi apresenta uma boa cotação, acima de R$ 100,00 na
média estadual. Com isso, o criador deixa de vender o gado e a indústria se vê
obrigada a procurar outros meios. É o que explica é o superintendente do
Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo – MT),
Jovenino Borges. “Na região de Nova Monte Verde, Juína e Juara a situação está
complicada. Os frigoríficos estão cogitando trazer animais de outros estados
porque as fazendas não estão conseguindo embarcar os animais”, diz.
O vice-presidente da
Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Jorge Basílio, que também é
produtor em Juína, afirma que as estradas da região são, em sua maioria, de
terra e que no período chuvoso as vias ficam intransitáveis. “Os caminhões estão
ficando parados no caminho e isso reflete em perdas aos produtores e
população”, completa Basílio.
Fonte: Agro Debate
Denatran declara ilegal inclusão de 4º eixo em carreta LS
“Não é possível a modificação
de semirreboque a fim de que o veículo passe a ter quatro eixos.” Esta foi a
resposta dada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) à Ative
Avaliações Técnicas. A empresa, que faz inspeção veicular e tem sede em
Maringá, Ourinhos, Itapetininga, Curitiba, Osasco, Franca e Marília, havia
questionado o órgão sobre a possibilidade da inclusão de um quarto eixo
autodirecional numa carreta LS de três eixos.
Segundo o Denatran, a mudança
não encontra respaldo na portaria 63 de 2009, que estabelece as configurações
possíveis de veículos de carga.
De acordo com Rodrigo Boni,
responsável técnico da Ative em Maringá, a consulta foi feita porque muitos
proprietários de carretas têm procurado a empresa perguntando sobre essa
possibilidade. “Agora nós estamos orientando para que não seja feita a
mudança”, afirma.
Desde que, em janeiro de 2011,
a resolução 201 do Contran obrigou o uso de cavalo 6×4 para puxar bitrem, o que
encarece a configuração, alguns transportadores começaram a procurar alternativas
para carregar o mesmo tanto ou quase o mesmo tanto de carga que os sete eixos
(57 toneladas de PBTC), sem aumento de custo.
Algumas dessas alternativa são
legais, como a vanderleia e o 8×2. Já outras, como a carreta de quatro eixo,
são proibidas.
A reportagem apurou que a
inclusão do quarto eixo na carreta LS tem sido comum na região de Maringá e em
Mato Grosso.
Fonte: Revista Carga Pesada
Denatran prorroga prazo para selo em veículo de transporte internacional
O selo e o certificado de
inspeção técnica veicular de transporte internacional devem passar a ser
adotados no território nacional a partir de 15 de maio deste ano. O
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) decidiu prorrogar o prazo para a
exigência do selo e do certificado, o que ocorreria este mês.
A decisão foi publicada por
meio da portaria nº 29, no Diário Oficial da União, de 26 de fevereiro. De
acordo com a portaria, a prorrogação do prazo foi necessária para adequação das
gráficas na confecção do certificado e do selo. O selo deverá conter no anverso
o logotipo do Mercosul, a bandeira do país, a identificação da autoridade
competente, entre outras informações. O selo será fixado no lado interior dos
para-brisas, no canto inferior direito dos veículos.
Fonte: Agência Brasil
Falta de caminhoneiros dificulta escoamento da safra
Produtores de Mato Grosso
enfrentam dificuldades com o escoamento da safra devido a falta de motoristas
no pico da colheita da soja.
Toda a produção que sai dos
campos é movimentada por caminhões. Para escoar toda a safra, a frota de
caminhões em Mato Grosso está sendo ampliada. Uma concessionária vendeu no ano
passado mais de 1.200 mil veículos. Um crescimento de 113% comparado com o ano
anterior.
Com a frota crescente, aumenta
a disputa por motoristas especialmente nesta fase, no auge da colheita.
Atualmente faltam caminhoneiros para suprir a demanda do Estado. A estimativa
da Associação dos Transportadores de Cargas é de que seriam necessários mais 2
mil motoristas. O problema se repete em nível nacional, cujo déficit é de 300
mil trabalhadores no país.
A falta de infraestrutura, a
questão da jornada de trabalho, que ainda não está sendo devidamente
fiscalizada, e o alto índice acidentes tem desmotivado muitos profissionais a
permanecerem e outros de adentrarem na profissão. Além disso, a modernidade dos
caminhões requer condutores bem treinados.
Fonte: MT Agora
A defesa é o melhor ataque
Nos últimos 11 anos, a MAN Latin
America – conhecida apenas como Volkswagen Caminhões até 2009 – reinou absoluta
no mercado brasileiro de veículos de transporte rodoviário. Entre 2002 e 2012,
a distância que a separava da segunda colocada, a compatriota Mercedes-Benz,
era superior a cinco mil unidades, em média, e distante das rivais Ford, Volvo
e Scania.
A liderança da MAN no País
continua, com a venda de 40,8 mil unidades e produção de 50,9 mil caminhões no
ano passado. Mas a concorrência está cada vez mais apertada. Em 2013, a
Mercedes vendeu apenas 2,7 mil veículos a menos que a MAN, o equivalente a 25
dias de vendas.
Diante desse cenário, a
montadora não se intimidou e partiu para o ataque. Neste ano, estreou em um
segmento inédito para a empresa no País: o de caminhões extrapesados, aqueles
que podem puxar mais de 40 toneladas. “O mercado de caminhões cresceu
basicamente nesse nicho”, diz Roberto Cortes, presidente da MAN na América
Latina. “Vamos fortalecer nossa atuação nesse segmento, com novos produtos.”
Uma das apostas da MAN é o modelo Constellation 420, que continuará trazendo o
símbolo da Volkswagen Caminhões e Ônibus. A família Constellation, embora seja
vendida no País desde 2006, agora terá versões maiores e mais potentes.
Como diferencial, os novos
gigantes da marca prometem ser mais competitivos do que os concorrentes no
quesito preço. “Estávamos fora do jogo em um segmento que cresce num ritmo de 40%
a 50% ao ano.” Para sustentar a posição de liderança no mercado brasileiro, a
MAN definiu uma agressiva estratégia de investimentos no País. Até 2016, será
investido R$ 1 bilhão em novos produtos e na ampliação da capacidade produtiva
de sua fábrica em Resende (RJ). Cerca de 50% desses recursos, segundo Cortes,
já foram colocados nas linhas de montagem, no desenvolvimento do novo
Constellation e na nacionalização de um dos modelos da marca MAN, o europeu
TGX. “É o veículo mais sofisticado que temos atualmente. Com ele, o
transportador pode escolher entre o caminhão mais simples, o Constellation, ou
o top de linha, o TGX”, disse.
A tropicalização dos caminhões
da MAN é, indiscutivelmente, um dos pilares das estratégias da companhia no
País. O modelo TGX passou por 270 modificações técnicas para rodar no Brasil.
Mesmo assim, o caminhão possui, atualmente, 45% de peças nacionais, índice que
dificulta a obtenção de 100% de financiamento por meio do Finame, do BNDES. Não
por acaso, a meta da montadora é alcançar o índice de nacionalização de 60% nos
próximos dois anos, percentual mínimo para ter acesso ao empréstimo total do
programa. “A montadora tem uma marca muito forte”, diz o consultor automotivo
Francisco Satkunas. “Ao conseguir implementar todas as estratégias, terá
condições de concorrer nesse segmento.”
Outra parte fundamental do
plano brasileiro da MAN é o aumento da capacidade produtiva. O atual limite de
80 mil caminhões por ano será ampliado para 100 mil unidades até 2016. Para
isso, a companhia está abrindo espaço, literalmente, dentro de sua fábrica.
Alguns fornecedores, que hoje operam dentro da linha de montagem, serão
realocados para uma área no entorno. Em Resende, a MAN criou uma espécie de
parque industrial para que suas parceiras, como a Meritor, fabricante de eixos,
e a Suspensys, do grupo Randon, pudessem se manter por perto, mas não dentro.
Desde o ano passado, as duas empresas atuam fora do galpão principal. A próxima
a se instalar no local, até o final de março, é a Maxion, fornecedora de
chassis.
“Estamos negociando com mais
três ou quatro empresas para se transferirem para o local”, afirma Cortes. As
parceiras que ainda não se mudaram são a Aethra (de estamparia e solda das
cabines), a Carese (pintura), a Continental (montagem interna das cabines) e a
Remon, que fornece rodas e pneus. “Há novos produtos a caminho e temos que
abrir espaço para eles”, justifica Cortes. Um desses produtos, aguardado pelo
mercado, mas mantido em segredo pela MAN, é um veículo que poderá concorrer no
segmento de vans e furgões, hoje liderado pela Sprinter, da Mercedes-Benz. “Não
vou revelar em quais áreas vamos entrar, mas é só observar em quais nichos
ainda não estamos para saber”, diz o executivo, dando pistas de qual caminho a
montadora irá tomar no mercado brasileiro.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com/
segunda-feira, 3 de março de 2014
Produtores do Mato Grosso do Sul mudam rota para escoar safra de soja
A dinâmica do mercado de soja,
por um lado, e a obrigatoriedade de agendamento de caminhões, por outro,
levaram os produtores de Mato Grosso do Sul a incluir na rota de exportação do
grão o Porto de Rio Grande. “Isso é algo novo no Estado. Historicamente, os
embarques da nossa soja são realizados nos portos de Santos e Paranaguá”,
lembra o operador da Corretora Granos, Carlos Ronaldo Dávalos.
A busca de nova opção de
escoamento da oleaginosa se relaciona, conforme Dávalos, a adoção do governo de
agendamento como tentativa de reduzir o problema de filas de caminhões nos
portos.
O porto gaúcho é mais distante
que o paulista e o paraense. Segundo o corretor, saindo de Dourados, a
distância a Santos é de 1,2 mil quilômetros, a Paranaguá, de 1,1 mil quilômetros
e ao Porto do Rio Grande, de 1,5 mil quilômetros. “Apesar disso, o custo com o
frete é equivalente”, compara. Essa conta tem pesado na decisão de produtores
de enviar a soja para o mercado internacional a partir do porto gaúcho.
O Estado já tem quase toda a soja
colhida de uma produção próxima de 6 milhões de toneladas. Esses grãos têm
compradores externos assegurados, o que torna a soja um produto de alta
liquidez. O efeito colateral desse quadro de caminhões é o “congestionamento de
embarques” – em 2013, houve formação de grandes filas de caminhões nos portos
de Santos e Paranaguá. Na tentativa de reduzir o problema, o governo federal
adotou a obrigatoriedade do agendamento – só podem entrar nos portos caminhões
previamente agendados.
A medida, entretanto, tornou-se
um freio para o mercado da soja ao estabelecer horários para os embarques.
Segundo Dávalos, para driblar a maior demora no escoamento, provocada pela
necessidade de agendamento, os produtores sul-mato-grossenses deixaram de levar
o grão exclusivamente para Santos e Paranaguá, passando a embarcá-lo também no
Porto de Rio Grande.
Agendar os embarques também é
prática no porto gaúcho, informou Marcos Siqueira, funcionário do setor de
fiscalização do local. No entanto, segundo Siqueira, o agendamento, nesse
porto, acompanha a dinâmica da exportação. “Na maioria dos portos brasileiros,
o agendamento é novidade. Muitos estão se adaptando e ainda há muitos
problemas. Aqui, já tem algum tempo, e não entra mesmo caminhão que não está agendado”,
afirma.
A medida, implantada no final do
ano passado, como saída para as filas de caminhões nos portos, tem sido marcada
por problemas. Na segunda-feira (24), o ministro da Secretaria de Portos,
Antônio Henrique Silveira, informou que, apenas neste mês, foram aplicadas
quatro multas com valor superior a R$ 300 mil contra administradoras de
terminais do porto de Santos que receberam caminhões transportando grãos sem
horário agendado.
Entrave Tributário
Além das questões logísticas, os
entraves para a exportação da soja são agravados pela política tributária, de
acordo com Dávalos. Ele afirma que a obrigatoriedade de contrapartida leva os
produtores a limitar o envio do grão ao exterior conforme determinação
estadual, a quantidade de grãos exportados (não tributados por força da Lei
Kandir) deve ser equivalente à destinada ao mercado doméstico. A medida, usada
pelo governo como forma de redução de perda de receita, faz com que os
produtores não destinem soja a outros países à altura da demanda do mercado
internacional.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com/
Equipamentos de elevação são destaque em feira
Empresas como a Liebherr,
Manitowoc, Linden Comansa, Link-Belt Construction Equipment, Maeda, Skyjack e
Haulotte aproveitam a ConExpo 2014 para expor novos produtos de elevação,
especialmente ao mercado norte-americano.
A alemã Liebherr, por exemplo,
contará com mais de 20 equipamentos em exibição, entre eles, no que diz
respeito à elevação, o guindaste LTM 1300-6.2, todo terreno, o guindaste sobre
esteiras LR 11000, o equipamento flat-top 380 EC-B e a luffing jib 542 HC-L.
Por sua vez, a Manitowoc irá
expor oito novos guindastes, como o guindaste para terrenos difíceis Grove
RT770E.
O equipamento, com 65 ton de
capacidade, oferece a lança mais comprida de sua categoria, de 42 m. Além
disso, estará em exibição o guindaste sobre esteira com lança treliçada
Manitowoc MLC 165, de 165 ton de capacidade, que fará sua estreia
norte-americana na feira, já que havia sido revelado para o mercado global na
Bauma 2013.
Já a filial americana da
espanhola Linden Comansa, a Linden Comansa America (LCA) aproveitará o evento
para repassar todos os desenvolvimentos e modelos novos lançados pela companhia
desde a edição passada do evento, como o novo guindaste de torre articulado LCL
165, onovo guindaste flat-top 21LC660, a série LC3000 e o novo sistema
PowerLIft.
A Link-Belt Construction Equipment exibirá seu
novo guindaste telescópico sobre esteiras TCC-500 de 50 ton de capacidade, e
que espera começar a distribuir no início de março. Além disso, a companhia
mostrará seu segundo guindaste todo terreno ATC-3210.
O fabricante japonês Maeda vai
exibir uma linha de miniguindastes sobre esteiras, que se destacam por passar
por portas comuns e podem ser utilizados em ambientes interiores.
A canadense Skyjack também
aproveitará a oportunidade e terá uma mostra de seus equipamentos. Entre suas
plataformas de trabalho aéreo estão os elevadores de mastro vertical SJ12 e
SJ16, as plataformas tesoura SJIII 3219, SJIII 3226 SJIII 4632, SJ6826 RT
SJ6832 RT e SJ9250 RT e os manipuladores telescópicos ZB2044, VR1056 e VR843.
O grupo francês de plataformas de
acesso Haulotte introduzirá no mercado norte-americano durante a ConExpo sua
plataforma HT23 RTJ, com alcance de 22,5 m na vertical e 18,3 m na horizontal,
suportando uma carga máxima de 450 kg e sua performance de elevação é de 56
segundos para chegar à altura máxima.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com/
Scania comercializa chassis de 15 metros para ônibus
O chassi urbano Scania K310
6×2*4, desenvolvido para encarroçamento com 15 metros de comprimento, tem uma
virtude de ser o “coringa” nos sistemas de transporte urbano que necessitam de
um veículo intermediário entre o modelo Padron e o articulado, podendo atender
uma demanda considerada de passageiros (até 100) e também operar em corredores
exclusivos nos horários entre picos, substituindo as versões articuladas.
E a fabricante do modelo sabe
muito da eficiência de seu produto, destacando todas as vantagens por ele
oferecido, tanto é que recentemente duas operadoras urbanas adquiriram 19
unidades do veículo para operações em São Paulo e Caxias do Sul. Na capital
paulista, que já conta com cerca de 400 unidades do chassi em operação, a
Viação Gato Preto comprou 15 veículos dotados com entrada baixa. Já para a
região Sul, a Visate, tradicional empresa de Caxias do Sul, ampliou sua frota
do modelo com 15 metros em 100%, adquirindo mais quatro unidades, totalizando
oito em operação. A versão escolhida foi com piso normal. Todos os chassis
contam com a transmissão Ecolife da ZF e possuem terceiro eixo de apoio
direcional, facilitando as manobras e reduzindo o desgaste dos pneus.
Para Eduardo Monteiro, chefe
de vendas de chassis urbanos da Scania do Brasil, a experiência com esse tipo
de chassi foi fundamental na escolha do veículo, haja vista que as duas
empresas já conheciam o modelo. “Os novos negócios com o nosso chassi de 15 metros
confirmam que o veículo atende muito bem a demanda. Além disso, expõem ao
mercado todas as virtudes presentes no modelo”, avaliou Monteiro. “Cabe ainda
lembrar que a nossa versão se adéqua perfeitamente em corredores do tipo BRT
naqueles momentos do dia em que não há um adensamento de passageiros. Um
exemplo disso é a sua operação no corredor metropolitano de São Paulo, ABD,
onde mais de 70 unidades rodam nos horários que não exigem veículos de maior
porte, como os articulados”, completou.
A Viação Gato Preto escolheu a
carroçaria Millennium BRT, produto desenvolvido pela marca Caio, enquanto que a
transportadora caxiense optou pelo Viale BRT, da Marcopolo.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com/
Mecânico explica adaptações em caminhões para travessia da BR-364
As adaptações mecânicas feitas
nos caminhões que passam pela BR-364, entre Rondônia e Acre, estão sendo feitas
pelo próprios motoristas e, explica o mecânico Bernardo Ribeiro, há mais de 20
anos no ramo, são necessárias para não fundir motor. As modificações são feitas
porque a rodovia federal foi atiginda em quatro pontos pela cheia histórica do
Rio Madeira, que, nesta quinta-feira (27) atinge a marca de 18,60, sendo que
uma lâmina de 75 centímetros cobre pontos da via. O nível do Rio Madeira já
ultrapassou o registro de 1997, de 17,52 metros, quando ocorreu a maior cheia
do Madeira e já retirou mais de 2,3 mil famílias de casa.
Como esta é a única via de
acesso terrestre ao Acre, um controle dos policiais rodoviários federais
permite que apenas 20 caminhões, por hora, sejam liberados para a travessia
sobre as águas do Rio Madeira. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), esta
é a única alternativa para que o tráfego não seja totalmente interrompido,
deixando os acreanos isolados. Na quarta-feira (26), a lâmina d’água sobre o asfalto
estava em 80 centímetros desde a última segunda.
Para fazer a travessia, apenas
caminhões com filtro de ar mais alto, em torno de um metro, diz Bernardo, têm
condições de passar sem precisar fazer alterações. “Esse purificador é o nariz
do motor. Nele tem um filtro de ar que não pode ser molhado. Se ele sugar água,
ela vai para o pistão e o funde o motor. Aí o problema é muito maior”, explica
o mecânico. Segundo ele, o próprio motorista, com uma chave de fenda, retira a
mangueira e prende na parte superior evitando que molhe o filtro e parando a
sucção na parte de baixo. Mas, o mecânico alerta que “é somente para a
travessia, porque se demorar muito tempo, o motor também pode fundir”, diz.
Bernardo contou ao G1 que
nesta quinta-feira um caminhão que veio de Rio Branco precisou parar em sua
oficina para trocar o filtro. Segundo ele, o motorista disse que quando lembrou
de fazer a adaptação, o filtro já havia molhado. “Mesmo molhado ele ainda fez o
certo e teve que trocar apenas o filtro que é de papel. Se ele continuasse sem
interromper a sucção o motor ficaria com problema”, diz.
Em relação ao escapamento, o
mecânico diz que não tem problema molhar, pois o serviço dele é expelir e não
sugar. “Se molhar a descarga não acontece nada ao veículo. O que o motorista
precisa ficar atento é a altura do filtro de ar e da turbina. Se os dois forem
da mesma altura, não adianta nada desligar a mangueira, porque a turbina vai
sugar e estragar o motor”, afirma.
Cheia do Madeira
Nesta quinta-feira (27), o
prefeito Mauro Nazif decretou estado de calamidade pública em Porto Velho em
razão da cheia história do Rio Madeira. Pelo menos 2,3 mil famílias, o que
representa cerca de 10 mil pessoas, estão fora de suas casas, na capital e em
14 distritos atingidos pelas águas, de acordo com o coordenador da Defesa Civil
Municipal, coronel José Pimentel. A cota aferida pelo Corpo de Bombeiros no fim
da manhã alcançou 18,60 metros – um aumento de cerca 8 centímetros a cada 24
horas, em média, nos últimos 10 dias.
Fonte: blogdocaminhoneiro.com/
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