Grãos estão muito úmidos e o
tempo para secá-los aumentou.
Em efeito cascata, cresceu
também a fila para descarregar a produção.
Em Mato Grosso, o excesso de
chuva tem complicado a vida dos agricultores. Quando o tempo abre, falta
caminhão para transportar a soja até os armazéns.
Nuvens carregadas encobrem as
plantações. A ameaça de chuva é constante e pressiona o ritmo dos trabalhos no
campo.
Na fazenda da família Ferri,
em Campo Verde, os próprios donos comandam as colheitadeiras. Mais da metade
dos 1.140 hectares de soja ainda não foi colhida e a preocupação aumenta a cada
dia, conforme a produtividade da lavoura é prejudicada. "A gente está
vendo a safra se perder, uma safra de frustrações, de grandes expectativas,
todo mundo achava que seria uma supersafra", diz o agricultor Fernando
Ferri.
Um pouco mais de 60% da safra
de soja já foi colhida, em Mato Grosso. É preciso correr, só que nos últimos
dias tem faltado caminhão para transportar a soja recém-colhida. Como os grãos
estão saindo muito úmidos do campo, o tempo para secá-los nos armazéns chega a
ficar até três, quatro vezes maior e a fila de espera para descarregar a
produção também aumenta.
A demora tem efeito cascata.
Se o caminhão custa a voltar para a fazenda, as colheitadeiras têm que pisar no
freio.
Para não ter que interromper
os trabalhos, o jeito foi encontrar espaço para despejar os grãos na base do
improviso. Debaixo de uma lona estão guardadas hoje aproximadamente 1,5 mil
sacas de soja, o equivalente a 90 toneladas na fazenda dos Ferri. "Esse
aqui é o retrato do desespero, da falta de estrutura do produtor matogrossense.
A gente tem que se sujeitar a esta situação, que não é vantagem para
ninguém".
Fonte: Globo Rural
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