“Não é possível a modificação
de semirreboque a fim de que o veículo passe a ter quatro eixos.” Esta foi a
resposta dada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) à Ative
Avaliações Técnicas. A empresa, que faz inspeção veicular e tem sede em
Maringá, Ourinhos, Itapetininga, Curitiba, Osasco, Franca e Marília, havia
questionado o órgão sobre a possibilidade da inclusão de um quarto eixo
autodirecional numa carreta LS de três eixos.
Segundo o Denatran, a mudança
não encontra respaldo na portaria 63 de 2009, que estabelece as configurações
possíveis de veículos de carga.
De acordo com Rodrigo Boni,
responsável técnico da Ative em Maringá, a consulta foi feita porque muitos
proprietários de carretas têm procurado a empresa perguntando sobre essa
possibilidade. “Agora nós estamos orientando para que não seja feita a
mudança”, afirma.
Desde que, em janeiro de 2011,
a resolução 201 do Contran obrigou o uso de cavalo 6×4 para puxar bitrem, o que
encarece a configuração, alguns transportadores começaram a procurar alternativas
para carregar o mesmo tanto ou quase o mesmo tanto de carga que os sete eixos
(57 toneladas de PBTC), sem aumento de custo.
Algumas dessas alternativa são
legais, como a vanderleia e o 8×2. Já outras, como a carreta de quatro eixo,
são proibidas.
A reportagem apurou que a
inclusão do quarto eixo na carreta LS tem sido comum na região de Maringá e em
Mato Grosso.
Fonte: Revista Carga Pesada

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