A expectativa de uma safra
recorde de soja, em Mato Grosso, fez com que muitas empresas de transporte
ampliassem a frota. Os caminhões chegaram e agora faltam motoristas para
dirigir os veículos.
Nas rodovias, os caminhões se
multiplicam. É época de colheita e toda a produção que sai dos campos é
movimentada sobre rodas.
Dos mais de 8 milhões de
hectares plantados com soja deve sair uma produção de quase 27 milhões de
toneladas.
Para escoar toda a safra, a frota
de caminhões em Mato Grosso está sendo ampliada. Em uma única empresa, mais que
dobraram as vendas em 2013 — foram 1,2 mil caminhões.
“Nós tivemos um aumento
expressivo nas vendas de veículos por vários fatores. Primeiro pela abundância
de créditos com juros convidativos. Segundo, pelo aumento da safra, que em Mato
Grosso cresce 10% ao ano”, explica Roberto Nunen, gerente de filial.
O aumento no número de
caminhões fez crescer a procura por motoristas. O trabalho ficou mais
valorizado.
A estimativa da Associação dos
Transportadores de Cargas é de que seriam necessários mais 2 mil caminhoneiros
para atender à demanda de Mato Grosso.
“A falta de infraestrutura, a
questão da jornada de trabalho, que infelizmente ainda não está sendo
devidamente fiscalizada e os altos índices de acidentes têm desmotivado muitos
profissionais”, diz Miguel Mendes, diretor executivo da Associação dos
Transportadores de Cargas/MT.
Como os veículos novos trazem
mais tecnologia, os caminhoneiros também precisam estar mais preparados.
“Nós temos buscado parcerias
para fazer treinamentos junto até às próprias fábricas de caminhões, que têm
nos ajudado. E isso tem feito com que a gente amenize o problema em detrimento
a essa tecnologia embarcada nos caminhões”, finaliza Miguel.

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