O rebite ou bolinha, muito utilizado por caminhoneiros para
ficarem “acesos”, são drogas sintéticas classificadas como anfetaminas e seus
derivados. Essas drogas atuam no Sistema Nervoso Central, estimulando-o a
trabalhar em um ritmo mais acelerado. Assim, a pessoa consegue efetuar
atividades, como dirigir, por mais tempo que o normal, sem se cansar.
Após algumas horas, o efeito passa e outra dose é necessária
para se continuar os afazeres. Contudo, a cada efeito que se esgota, uma dose
maior é necessária, pois o organismo já está cansado e fraco, e uma dose igual
a anterior já não fará o mesmo efeito.
Assim, o indivíduo entra no ciclo dependente e crescente das
anfetaminas, com doses iniciais de 1-2 comprimidos e que podem chegar a casos
com mais de 20 comprimidos por dia, para se chegar ao efeito desejado.
Dentre os efeitos observados nos usuários de rebite, temos
tanto alterações fisiológicas, como comportamentais. Em baixas doses, a pessoa
apresenta um quadro de insônia, perda de apetite, fala rápida, taquicardia e
dilatação dos olhos (este efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite
sua visão pode ficar mais ofuscada pelos faróis dos carros em direção
contrária). Contudo, com o aumento da dose surgem efeitos como aumento da
pressão arterial, impotência sexual, diminuição do desejo sexual (libido),
distúrbios gastrintestinais, agressão, irritabilidade, síndrome de perseguição,
paranoia e alucinações.
Em indivíduos que tomam frequentemente essas drogas as
consequências chegam a ser extremamente graves, pois além dos problemas
cardiovasculares, células do cérebro sofrem danos permanentes, causando
problemas psicológicos e neurológicos irreversíveis.

Postar um comentário